Rio - Quem, desde criança, não foi advertido a
não engolir o chiclete porque ele gruda no estômago? A não andar
descalço, pois frio causa resfriado? E não comer à noite sob risco
de engordar? Teriam as recomendações algum fundo de verdade? Não,
segundo os pesquisadores americanos Aaron Carrol e Rachel Vreeman,
que lançaram, nos EUA, o livro ‘Não engula o seu chiclete -
mitos, meias verdades e mentiras sobre o corpo e a
saúde’.
O gastroenterologista José Figueiredo Penteado,
professor da UFRJ, concorda quando os pesquisadores afirmam que é
mentira a história do chiclete: “O aparelho digestivo elimina
todos os objetos estranhos”.
Em relação aos resfriados e gripes, eles não têm
relação com mãos e pés frios. Estas doenças são, na verdade,
consequência do fato de as pessoas se aglomerarem em locais
fechados para escapar do frio e se tornarem mais passíveis de
‘pegar’ o vírus de quem está ao lado, diz o livro.
Outro dos trabalhos citados no livro foi feito na Suécia e revelou
que o ganho de peso está ligado apenas à quantidade de calorias
consumidas ao longo do dia, e não ao horário — engorda-se do
mesmo jeito, de dia ou à noite.
Mais uma das supostas verdades é a de que cortar
o cabelo o faz crescer mais forte e rápido. “O cabelo é
composto por células mortas, portanto o corte não interfere. Ocorre
é que quando se corta com frequência o crescimento é mais
observado, dando a impressão de que os fios crescem mais”,
esclarece a
dermatologista Regina
Schechtman, da Santa Casa de Misericórdia.
Ideias em que muitas mães
acreditam
Quem é mãe já ouviu dizer que a febre pode ser
sintoma do nascimento de dentes no bebê, mas Aaron e Rachel
garantem que é mito. “Realmente existe este conceito,
mas não é correto afirmar que a febre é um sintoma da erupção
dentária. O bebê poderá ter período de irritabilidade, pois pode
haver incômodo local onde nascerá o futuro dentinho”, explica
Alberto Chacur, chefe da pediatria do Hospital São Vicente de
Paulo.
Outro mito apontado é o de que mulheres que amamentam podem
consumir bebidas alcoólicas moderadamente. Segundo Chacur, o álcool
passa pelo leite materno e pode causar danos ao bebê. “Além
disso, o consumo de bebidas alcoólicas altera os níveis hormonais
que favorecem a lactação. Por isso deve ser evitado durante o
período”, alerta. Outro mito apontado é o de que açúcar deixa
a criança hiperativa. “Não há comprovação científica que
sustente essa tese”, diz o pediatra.
Pessoal, essa reportagem saiu no
úlitmo domingo (12) no jornal que trabalho, O DIA. Acho que
nos ajuda em muitas questões, por isso, estou replicando aqui. Um
desfalque apenas: a matéria impressa tinha como personagem a linda
Anita com a mamãe Fernanda.